O apoio da União Europeia é adaptado às necessidades
de cada uma das áreas da cooperação para
o desenvolvimento. Financia vários programas
e iniciativas que beneficiam regiões inteiras e não apenas
países ou setores isolados. A cooperação regional permite
responder eficazmente a desafios que não conhecem
fronteiras, como é o caso das alterações climáticas
e do comércio. As iniciativas de caráter temático
empreendidas a nível mundial têm devidamente
em conta a especificidade das situações locais.
Quatro em cada cinco dos países menos desenvolvidos
do mundo são países ACP, a maioria dos quais africanos.
O grosso do financiamento da União Europeia para esta
região provém do Fundo Europeu de Desenvolvimento,
que disponibilizou no total 22,7 mil milhões de euros
no período de 2008-2013.
A parceria estratégica África-União Europeia estabelece
o quadro de cooperação entre os dois continentes.
Em 2007, os parceiros chegaram a acordo sobre
uma estratégia conjunta África-UE que definiu
metas para cada um dos setores. Essa estratégia
está a dar um importante contributo para o avanço
dos objetivos de desenvolvimento do milénio,
estabelecendo metas mensuráveis e controlando
os progressos realizados. Por exemplo, os parceiros
À medida que se aproxima 2015, o ano em que termina
o prazo fixado para a realização dos objetivos
de desenvolvimento do milénio, os progressos
obtidos dão uma indicação clara da escala e do ritmo
de desenvolvimento alcançados nos últimos 12 anos.
Segundo um relatório das Nações Unidas publicado
em julho de 2012, já foram atingidos vários
objetivos-chave:
• a pobreza extrema foi reduzida para metade e está
a diminuir em todas as regiões;
• a percentagem de pessoas sem acesso a fontes
de abastecimento de água potável diminuiu
para metade;
• a qualidade de vida de mais de 200 milhões
de habitantes de bairros da lata melhorou,
o que equivale ao dobro do objetivo fixado para 2020;
• existem tantas raparigas como rapazes inscritas
no ensino primário;
• estão a registar-se rápidos progressos na redução
da mortalidade infantil e materna.
A União Europeia contribuiu significativamente para
estes resultados. Dos investimentos em saúde,
educação e infraestruturas rodoviárias ao financiamento
da agricultura, o seu apoio produziu progressos palpáveis.
Desde o ano 2000, o apoio da União permitiu que mais
de 13 milhões de crianças frequentassem o ensino
primário e mais de 18 milhões fossem vacinadas contra
o sarampo. A ajuda europeia ao desenvolvimento
foi fundamental para que milhões de famílias tivessem
acesso a água potável e ao saneamento básico. Dado
que alguns objetivos, nomeadamente no que se refere
à fome e ao saneamento básico, ainda estão aquém
do previsto, a UE decidiu atribuir, em setembro de 2011,
um montante adicional de mil milhões de euros
para apoiar o seu cumprimento nos países do grupo
ACP que revelam maiores atrasos.
Em conjunto com os seus países membros, a União
Europeia é o maior doador a nível mundial no setor
da energia, tendo já ajudado milhões de pessoas
a aceder a fontes de energia sustentável. Além
disso, é o maior contribuinte de financiamento para
lutar contra as alterações climáticas nos países